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Enquanto o mundo avança, o Brasil ainda fica para trás na adoção de Inteligência Artificial

Davidson Gomes
16 de dezembro de 2025

Nos últimos anos, a Inteligência Artificial deixou de ser um tema distante e passou a fazer parte do cotidiano das empresas ao redor do planeta. Processos, atendimento, marketing, vendas, logística, análise de dados e uma infinidade de operações já estão sendo impactados pela tecnologia. Em diversos países, a adoção da IA não é mais tendência: é realidade consolidada.

Mas quando comparamos o avanço global com a realidade brasileira, o contraste é evidente. O Brasil ainda se move mais devagar.

Segundo o relatório “The State of AI in 2024”, publicado pela McKinsey & Company, 72% das empresas no mundo já utilizam IA em pelo menos uma área do negócio. Trata-se de uma das maiores taxas registradas desde o início da série histórica da consultoria, indicando que a era da IA corporativa chegou de forma definitiva.

Fonte:

McKinsey – The State of AI in 2024

https://www.mckinsey.com/capabilities/quantumblack/our-insights/the-state-of-ai-in-2024

No Brasil, porém, a situação é muito diferente. De acordo com a pesquisa TIC Empresas 2024, conduzida pelo Cetic.br/NIC.br, apenas entre 13% e 15% das empresas brasileiras usam Inteligência Artificial. O número engloba companhias com 10 ou mais pessoas ocupadas, incluindo diferentes setores da economia.

Fonte:

TIC Empresas 2024 – Resumo Executivo

https://cetic.br/media/docs/publicacoes/2/20250512121759/tic_empresas_2024_resumo_executivo.pdf

Essa discrepância mostra que o país está distante do patamar global e revela uma lacuna preocupante para a competitividade nacional.

Por que o Brasil fica para trás

A defasagem brasileira não é fruto de falta de interesse. Pelo contrário: pesquisas da Microsoft, Edelman e HostGator mostram que as PMEs estão otimistas, acreditam no impacto positivo da IA e querem adotar a tecnologia. O problema está em outro ponto: falta de preparo, orientação e caminhos claros para implementação.

Os principais motivos apontados por pesquisas recentes incluem:

  1. Falta de conhecimento técnico dentro das empresas.
  2. Dificuldade em integrar IA com sistemas existentes.
  3. Pouca oferta de capacitação acessível.
  4. Dependência de processos manuais, principalmente via WhatsApp.
  5. Investimentos limitados em tecnologia e inovação.

A TIC Empresas reforça esse cenário ao demonstrar que a falta de entendimento interno é um dos maiores impeditivos para a adoção de tecnologias como IA, automação avançada e análise de dados.

Impacto na competitividade

Enquanto o mundo avança em direção à automação inteligente, o atraso brasileiro gera um efeito cascata:

  • Menor produtividade.
  • Custos operacionais mais altos.
  • Processos mais lentos.
  • Empresas menos preparadas para competir internacionalmente.
  • Menos inovação e menor eficiência.

A longo prazo, isso compromete o desenvolvimento econômico e amplia a distância em relação a países que já entenderam o papel central da IA no futuro dos negócios.

Um ponto de inflexão: o que precisa mudar

Para aproximar o Brasil do ritmo global, pequenas e médias empresas precisam de acesso real a três elementos fundamentais:

  1. Tecnologia acessível

    Ferramentas simples, integradas e feitas para quem não possui time técnico.

  2. Educação estruturada

    Capacitação contínua, comunidade ativa e suporte para quem está começando.

  3. Aplicação prática

    Soluções que mostrem casos reais de uso, fluxos prontos e implementação imediata.

Sem esses pilares, a distância entre intenção e ação continua aumentando.

A Evo AI como ponte entre intenção e adoção

É nesse cenário que plataformas como a Evo AI ganham relevância estratégica. Enquanto boa parte do mercado oferece soluções complexas, técnicas e de alto custo, a Evo AI nasce com um propósito claro: democratizar o acesso à Inteligência Artificial para PMEs brasileiras.

A plataforma conecta, em um único ambiente:

  • WhatsApp, Instagram, Facebook, Telegram, e-mail, SMS e webchat.
  • Agentes de IA configuráveis e prontos para uso.
  • Fluxos inteligentes que atendem, qualificam, analisam e registram dados.
  • Integração com sistemas externos e CRMs.
  • Comunidade ativa com milhares de profissionais aprendendo diariamente.
  • Modelo open source para quem quer autonomia e plano cloud para quem quer simplicidade.

Assim, a Evo AI ajuda pequenas e médias empresas a entrar no universo da IA sem depender de consultorias caras, equipes especializadas ou estruturas complexas.

Conclusão

O cenário é claro: enquanto 72% das empresas no mundo já experimentam os resultados da Inteligência Artificial, apenas 13% a 15% das empresas brasileiras conseguem acompanhar esse movimento. A distância é grande, mas também representa uma das maiores oportunidades do mercado atual.

Com as ferramentas certas, educação adequada e uma comunidade forte, pequenas e médias empresas podem acelerar rapidamente e reduzir essa defasagem. A Evo AI surge justamente como essa ponte, transformando o desejo de evoluir em implementação prática, acessível e escalável.

O Brasil pode até estar atrás hoje, mas tem potencial para alcançar — e até ultrapassar — o ritmo global. Basta que as empresas encontrem os recursos certos para dar o próximo passo.

Fonte

Cenário mundial – 72%

Fonte: McKinsey & Company – The State of AI in 2024

Link oficial:

https://www.mckinsey.com/capabilities/quantumblack/our-insights/the-state-of-ai-in-2024

No relatório, a McKinsey afirma que 72% das empresas globais já utilizam IA em pelo menos uma área do negócio.


Cenário brasileiro – 13% a 15%

Fonte: TIC Empresas 2024 — Cetic.br / NIC.br

PDF oficial:

https://cetic.br/media/docs/publicacoes/2/20250512121759/tic_empresas_2024_resumo_executivo.pdf

No capítulo sobre adoção de tecnologias avançadas, o relatório mostra que a adoção de IA no Brasil está entre 13% e 15% das empresas, considerando o recorte de organizações com 10 ou mais pessoas ocupadas.