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Arquitetura para automação: eventos, filas e cache para escalar sem quebrar

Davidson Gomes
18 de dezembro de 2025

Automação não quebra quando você “manda muita mensagem”. Ela quebra quando a arquitetura não foi desenhada para volume, variação e falhas.

Em ecossistemas como o da Evolution, que conectam canais, integrações e rotinas operacionais, os mesmos padrões se repetem em qualquer empresa que cresce:

  • o tráfego deixa de ser previsível

  • integrações externas começam a oscilar

  • o atendimento vira pico constante

  • novos fluxos entram toda semana

  • e o sistema precisa continuar funcionando sem virar incêndio

É aqui que entram três pilares que sustentam escala de verdade: eventos, filas e cache.


1) Eventos: a base para reduzir acoplamento

Em automação moderna, “evento” é o que permite parar de amarrar tudo diretamente.

Exemplo clássico: chega uma mensagem no canal. Em vez de:

“recebeu mensagem → processa IA → grava CRM → dispara follow-up → atualiza métricas”

tudo no mesmo fluxo travado, você muda para:

“mensagem recebida” vira um evento.

A partir disso, vários serviços podem reagir:

  • serviço de inbox registra histórico

  • serviço de CRM atualiza contato e etapa

  • serviço de IA gera sugestão de resposta

  • serviço de métricas contabiliza e monitora SLA

  • serviço de automação dispara gatilhos

Isso permite evoluir o produto sem quebrar tudo junto.

Na Evolution, essa mentalidade se encaixa com o posicionamento de plataforma: não é só canal. É ecossistema.


2) Filas: o amortecedor que protege produção

Fila não é “coisa de empresa gigante”. É o que evita que uma instabilidade externa derrube sua operação.

Quando um serviço externo (ex: canal, webhook, integração, LLM) falha ou fica lento, a fila segura a pancada e protege o restante.

Filas ajudam a:

  • absorver picos

  • reprocessar com segurança

  • limitar concorrência

  • priorizar tarefas críticas

  • separar tempo real de processamento pesado

Em automação, isso é vital. Você não quer que o envio de uma campanha ou um pico de atendimentos derrube seu CRM ou sua inbox.


3) Cache: velocidade sem sacrificar consistência

Cache não é só “deixar mais rápido”. É reduzir custo operacional e evitar gargalo repetitivo.

Em arquiteturas modernas, é comum usar cache para:

  • sessão e autenticação

  • rate limit e antiabuso

  • configuração e permissões

  • dados quentes (ex: contato em atendimento ativo)

  • respostas e contextos de curto prazo

Com Redis, por exemplo, você tira pressão do banco e mantém a operação leve.

Mas o segredo é simples:

Cache bom tem estratégia clara de expiração e invalidação.

Cache “sem regra” vira bug fantasma.


4) Postgres como base confiável

Em automação, banco é fundamento. E o que quebra escala muitas vezes é:

  • modelagem ruim

  • query sem índice

  • mistura de dados críticos com dados temporários

  • ausência de trilha de auditoria

Para operar CRM, inbox e eventos, você precisa de consistência.

Postgres brilha exatamente nessa camada: confiável, transacional e robusto para o que é essencial.


5) O desenho que escala sem drama

Quando você junta:

  • eventos para desacoplar

  • filas para absorver e organizar carga

  • cache para acelerar e reduzir custo

  • banco robusto para consistência

Você ganha o que toda operação quer:

Escala com previsibilidade.

E previsibilidade é o que separa automação séria de improviso.


Evolution

Se você quer acompanhar como a Evolution V3 está consolidando essa arquitetura em um ecossistema multicanal com CRM e IA, entre no Discord oficial da Evolution para ver changelog, betas e discussões do roadmap. E se quiser influenciar prioridades, participe do crowdfunding oficial e vote nas próximas entregas.